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Reportagens

A Som Livre criou o selo Austro para leigos e experts em música eletrônica

Empresa está à busca de novos talentos, tesouros perdidos e artistas consagrados.

Eduardo Ribeiro

Eduardo Ribeiro

Há pelo menos uma década que a música eletrônica virou um sólido mercado no Brasil, revelando ano a ano talentos e impactantes produções pelas novas e veteranas gerações. De olho nessa realidade consumada, a gigante do entretenimento Som Livre, da Globo, criou o Austro Music, um selo para dar o especial suporte que a vertente eletrônica demanda hoje. O selo busca catalisar o que há de melhor na produção nacional de todos os estilos.

E o time de artistas que inaugurou a investida chegou parrudo, com Elekfantz, WAO, Naza Brothers, e Gui Boratto. Integram a administração do selo o ex-DJ e gerente de A&R, Renê Jr., e o DJ e produtor Leo janeiro, como consultor, além do Gui Borato como colaborador. "A ideia é valorizar artistas e produções nacionais deste segmento, e também trazer de fora o que há de melhor", diz Renê, revelando a ampla dimensão da proposta.

Mas o Austro não vai atuar somente com lançamentos musicais. O projeto inclui, na verdade, três frentes: casting, licenciamento de conteúdo e eventos. Isso significa que o selo contará com artistas contratados e parcerias com empresas na parte de curadoria e negócios. Leo Janeiro acredita que a experiência e infraestrutura da Som Livre vão ajudar a "revolucionar e organizar o mercado nacional, além de mostrar a música eletrônica para a grande massa."

A meta da empresa é triplicar o número de artistas até o final de 2017, com foco em nomes multidisciplinares e novos talentos. A primeira dessas apostas é o D.I.B, de Porto Alegre, um DJ e produtor que, aos 16 anos, é uma das revelações brasileiras recentes. O selo estreou com o lançamento de dois álbuns: um Best Of do Gui Boratto, de 11 faixas, e a coletânea House Hits, só com faixas dignas de grandes festivais. Quem pensou em Calvin Harris, Hardwell, Robin Schulz e congêneres, pensou certo. E um negócio legal é que novas coletâneas vão incluir tesouros garimpados do catálogo da Som Livre

Os dois primeiros lançamentos, ambos com nítido caráter de "discoteca básica" introdutória, ilustram bem a ideia defendida por Renê, de "disseminar e levar a música eletrônica para todos os públicos, leigos e experts". Gui Boratto, cartão de visitas do techno nacional para o mundo, comemora o seu primeiro Best Of. "Para mim, essa é uma forma de consolidar toda uma fase de escalada para se chegar até aqui. É o meu melhor em dez anos de produção. Um lance significativo", declara.


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