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IBIZA

Diário de Ibiza do Solomun — Parte 4

No capítulo de hoje, um antigo amigo de Solomun revela como a carreira do famoso DJ teve início.

M. Solomun

Seja bem-vindo ao meu Diário de Ibiza, onde você pode acompanhar de perto a minha vida na ilha durante a minha residência no Solomun+1, neste verão na Pacha.

Toda semana, vou transportar você para dentro da intimidade e dos bastidores de Ibiza. Depois, vou escolher um entrevistado para te mostrar o coração pulsante da ilha — as pessoas. Por último, vou escolher a faixa que dominou os meus ouvidos durante a semana. Tem tanta coisa acontecendo, e nesta ilha de festa, você tende a se esquecer rápido. É por isso que quis anotar tudo, para poder me lembrar e compartilhar com você.


Neste domingo, recebi o Holger, vulgo H.O.S.H, meu parceiro de Diynamic, como meu convidado na cabine da Pacha. Não só fomos colegas de quarto lá no começo, em Hamburgo, mas o H.O.S.H está no Diynamic desde o primeiro dia, e... Não só ele é um cara muito bonito, mas também um excelente DJ!

Na noite anterior, fizemos uma grande festa do Diynamic em Barcelona, no Off-Sonar. Com seis mil pessoas em dois palcos, parecia mais um festival num parque. Tinha uma atmosfera incrível e uma vibe ótima.

Então chegamos na Pacha sem ter dormido direito, na noite seguinte, mas quando a festa começou, já estávamos cheios de energia de novo — tanto que fomos parar, mais uma vez, em uma afterparty em um clube num porão. Velhos amigos, velhos hábitos. O que posso dizer?


Apresentando Jan-Peter:

Conheço o Jan-Peter há mais de uma década. Ele era amigo de um amigo de Hamburgo e, além do fato de que ele era — e ainda é — um excelente DJ que não ganha a vida como DJ, ele é uma das pessoas mais divertidas que eu conheço.

Fiquei muito feliz em saber que ele vinha nos visitar na ilha. Ele se juntou a nós na Pacha, no dia seguinte fomos para a praia juntos e, depois, para alguns barzinhos na volta. Mais uma vez, ele contou uma das melhores histórias da minha carreira como DJ, mas vou deixá-lo contar o causo, já que ele é um ótimo contador de histórias...

Qual é o seu nome?
Jan-Peter, vulgo Peter DieOhr Gucci.

De onde você é?
Bad Neuenahr, mas moro em Munique agora.

Por que está em Ibiza?
Fui convidado para o casamento de um grande amigo.

Por que uma festa do Solomun?
Conheço o Mladen há 15 anos, então queria vê-lo em Ibiza, é claro!

O que você vai fazer depois da entrevista?
Vou para a praia com ele.


Jan-Peter conta a Históriade Origem do Solomun:

Era fevereiro de 2003. Dirigimos até Kassel, uma cidade pequena no meio da Alemanha, para tocar juntos em um pequeno clube de techno chamado ARM. Daniel, que é empresário do Solomun hoje, marcou o show e se juntou a nós, já que ele é de Kassel.

Mas desde que Daniel havia deixado a sua cidade natal, o público tinha mudado um pouco: pessoas com coletes salva-vidas, polainas de vaquinha e cortes de cabelo que lembravam a Estátua da Liberdade dominavam o lugar agora, e nos olhavam com pontos de interrogação nos olhos quando começamos a tocar, por volta das 23h30.

Queria atrair as pessoas com uma clima suave e profundo e uma faixa original do Bakerman... Mas isso deu muito, muito errado. Uma coisa era certa: o Solomun, cujo nome de DJ ainda não era esse naquela época, tinha que nos salvar. E ele começou tocando a sua primeira faixa.

Como posso explicar o que aconteceu em seguida? Foi como no Titanic, quando ele bate no iceberg. O navio está afundando, o proprietário pergunta ao chefe de máquinas quando ele pode voltar a navegar, e o chefe de máquinas responde que ele tem duas, três horas no máximo até que o navio afunde. Isto é exatamente o que aconteceu conosco em Kassel.

Depois de eu estragar tudo com a faixa do Bakerman, Mladen assumiu o comando, e sim, ele se saiu bem! Pela primeira vez, as Estátuas da Liberdade começaram a se mexer no ritmo da música. Mas, bem na hora em que eu estava começando a relaxar, Mladen veio na minha direção e disse: "Ei, Jan-Peter, continue tocando aqui, só me restam mais duas, três faixas no máximo".

Isso era 23h45! Daniel desesperadamente pegou um microfone e começou a imitar o barulho de uma metralhadora com a boca, o que foi apenas um pequeno conforto para todo mundo. Apesar disso, o pessoal da casa parecia gostar da gente e do nosso som — talvez porque soubessem que às 4h da manhã já iam poder voltar para casa. Enfim, fomos todos embora e dormimos na casa dos pais do Daniel, no antigo quarto dele. É assim que nascem os DJs superstars!


Ouça a faixa da semana:

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Tradução: Fernanda Botta