DJ Whey (Vinicius de Andrade)

Conheça os coletivos que estão lutando para trazer novos ares para a cena paulistana

Com o techno em alta (pelo menos é o que dizem por aí), uma turma bastante diversa de jovens está trabalhando duro para expandir os limites estéticos da noite da cidade.

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dez 2 2016, 8:45pm

DJ Whey (Vinicius de Andrade)

A Tormenta, Wuby, Extúrdia e Tarantula são alguns dos coletivos que estão trabalhando duro para trazer novos ares para a cena da música eletrônica de São Paulo. Inspirados por outros coletivos musicais que surgiram nos ultimos anos na America Latina como o NAAFI e Salviatek, a turma do Brasil tem unido forças pra introduzir novos estilos musicais e explorar novas combinações. Pode ser a mistura do hardstyle com o funk, hits nacionais versão nightcore, um revival do trance com pagode ou qualquer outra coisa que soe legal.

Nesse ultimo feriado de Finados rolou a Armanda, onde toda essa galera se encontrou pra dividir a pista do Skorpios, na Praça Roosevelt. A iniciativa foi do DJ Whey da Tormenta, que chegou com a ideia de fazer uma festa despretenciosa e trazer para a pista um mix de novos estilos que a galera tem buscado no Soundcloud. "Como muita gente às vezes não tem liberdade de tocar o que quer em outros clubes e precisa se adaptar ao rolê e a pista, na Armada a pegada é tocar o que quiser, zuar com tudo e meter uns efeitos, algo que só rolava de fazer em casa. O que voltou em alta agora em SP é o techno, então a maioria das festas que atraem o grande público são nesse estilo. A armada é tipo um grito de foda-se e vamo tocar o que a gente quiser e em família", conta DJ Whey.

Só hardzeras por André Hard (Hard Crude) na pista da Armada.

Shakespears (Henri Ferfoglia), integrante da Wuby, Tormenta e Sad Rave.

Para entender um pouco melhor sobre cada grupo, resolvemos conversamos com cada um deles sobre as suas vibes e conceitos.

TORMENTA

A Tormenta surgiu por volta de maio desse ano como consequência do fim da festa Muscles Cavern, no final de 2015. "Depois que a gente fez a última edição da Muscles ficou tudo meio no ar, mas depois o rolê saiu da ideia e virou um lance real", conta Whey, um dos membros do coletivo ao lado do Eduardo Pininga (querido colaborador do THUMP), Fkoff 1963 (Erick Bertoncini) e Shakespears (Henri Ferfoglia).

A proposta do projeto é misturar ritmos, experimentar o hardstyle com o funk e estilos nacionais com sons eletrônicos mais globais. O foco deles, além das festas, é o conteúdo online como compilações musicais, lançamentos no Soundcloud e vídeos de divulgação. A estética é bem trash e suja, tudo numa vibe de flyer de escola de samba e barraquinhas de camelô. O primeiro volume da coletânea Hits Incomparáveis descreve muito bem tudo isso.

Agora o coletivo se prepara para a Transtorno, festa em parceria com o festival Novas Frequências. O rolê traz como atração principal a conceituada produtora Elysia Crampton, que irá tocar ao lado da MC Linn da Quabrada, Renata da Batekoo e da crew da Tormenta. O evento acontece no dia 2 de Dezembro no Morfeus Club. Veja mais detalhes aqui.

WUBY

Zowk (Bruno Mello), Wishy (Matheus Wishy), Shakespears (Henri) e Wings (Ramon Camposki) formam a Wuby, que tem um estilo um pouco diferente do resto da galera do rolê. É tudo mais clean, limpo e branco. As referências vêm do nightcore, PC Music e suas vertentes. O projeto, criado por Wishy, surgiu há mais ou menos um mês como uma nova versão do coletivo/festa DRVMV. "A WUBY é a luz da cena dark, o ar fresco da cena pop", explica Bruno Mello. Diariamente, eles garimpam o Soundcloud e levam para as pistas tudo de mais novo e inusitado que encontram por lá.

Com uma grande celebração marcada para a virada do ano, a turma da Wuby convida a todos para celebrar esse momento na primeira edição da festa. Quem estiver em São Paulo e quer fugir do réveillon em família, já sabe onde encostar. Vai ser lá no Hole Club, na Rua Augusta. Evento aqui.

O vídeo concept da DRVMV descreve exatamente da estética que falamos acima.

EXTÚRDIA

Inspirados pela cultura clubber de Nova York, o lance da Exturdia é abraçar o publico LGBT e abrir um espaço onde todos são aceitos e podem ser o que quiser. O rolê acontece na Casa da Luz e é organizado por André Hard, Oscar Bueno e João Gorski. "A Estúrdia sempre está dando oportunidade para os novos artistas que querem mostrar sua arte. É um grande grito de amor e força para a nossa família queer", resume André Hard.

TARÂNTULA

A Tarântula também é um coletivo super recente. Surgiu entre maio e junho de 2016 e é organizado pela dupla MSKRD (Joseph Aroc e Mauro Rocha) e DRKA (Derek Rodrigues).

"Criou-se uma lenda urbana no qual acredita-se que uma pessoa picada por uma tarântula seria atacada por uma extrema melancolia que a levaria até a morte por exaustão. A única forma que para a purificação seria entregar-se à dança pois nela o corpo seria capaz de expelir o veneno através do suor. Expulsando e liberando seu corpo da prisão que está ao seu redor.
E foi dessa lenda que a Tarântula surgiu", contam os criadores da festa.

A sonoridade da Tarântula consiste em uma vibe mais dark e pesada, numa mistura de deep dark, minimal, techno e outras vertentes. ´

Teaser da Tarantula.

Segue aqui mais alguns momentos da Armada no Skorpios.

Galera reunida na frente do Skorpios.

Boni (Jiromba) e Brendy da Estileras receberam todas as estilosas na porta com um bazar muito top, tudo a R$ 10.

Gabriel Rett, Ramon (Wings) e Henri (Shakespears).

Wishy (Matheus).

Luana Dornelas.

Um fã anônimo do Danny L Harle.

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