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Os baianos do Trap, Funk & Alívio encontram seu som em 'Armadilha'

Segundo o idealizador, Felipe Pomar, a identidade da música do coletivo "segue o cotidiano de jovens fudidos da região nordeste do Brasil".

Amanda Cavalcanti

Amanda Cavalcanti

Em 2013, o produtor Felipe Pomar (ou Banha) fundou um coletivo de DJs e produtores no bairro de Amaralina, em Salvador. Desde então, o Trap, Funk & Alívio – também composto por DJ Alle-x, Manno Lipe e DJ MG – tem trabalhado em conjunto pra desconstruir a base do bass brasileiro de acordo com suas vivências e "dificuldades conhecidas de escolarização, mercado de trabalho e convivência familiar", como definido por Banha.

Depois de alguns singles como "Hoje no Paredão", uma das marcas do retorno da pioneira do funk Deize Tigrona aos palcos, e "1 Pino", com participação do MC Papo (autor do hit "Piriguete"), o coletivo faz seu primeiro lançamento de longa duração – o álbum Armadilha, que você pode ouvir nessa sexta (10) exclusivamente aqui no THUMP.

O disco conta com participações de artistas de outros estados e países – como MC Orelha, descoberto pelo coletivo por causa do professor e pesquisador de funk Carlos Palombini, e que foi ponte para outros contatos no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Já as participações dos artistas sul-africanos Morena Leraba e Mankind aconteceram graças ao produtor norte-americano Kashaka, que também se encarregou da masterização do álbum na Off Record Music.

Segundo Banha, todo o processo de produção e gravação foi parte de um grande esforço para encontrar a verdadeira identidade do Trap, Funk & Alívio. Quando lhe pergunto se o resultado foi atingido, ele fala com convicção: "Encontramos nosso som. Ele segue o nosso cotidiano de jovens fudidos da região nordeste do Brasil, morador de comunidade, que vive sob as condições do Estado; e que exprime a nossa cultura do realce em meio a essa pilha de dificuldades", conclui.

Escute Armadilha:

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